As tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram a escalar rapidamente.
Uma nova rodada de tarifas, anunciada pela Casa Branca, promete agitar o comércio global — e já levou a China a acionar o Conselho de Segurança da ONU.
Tarifa recorde: até 245% sobre produtos chineses
Segundo comunicado oficial, o governo norte-americano irá aplicar tarifas de até 245% sobre produtos específicos vindos da China.
Embora a primeira versão do anúncio tenha causado confusão, uma atualização posterior esclareceu que a taxa combina:
- Uma tarifa recíproca de 125%,
- Uma tarifa adicional de 20% para combater a crise do fentanil,
- E tarifas da Seção 301 variando entre 7,5% e 100% sobre bens estratégicos.
De acordo com a Casa Branca, o objetivo dessas medidas é “nivelar o campo de atuação” e “proteger a segurança nacional dos Estados Unidos”.
China reage e leva disputa para a ONU
A resposta chinesa foi imediata.
Acusando os EUA de “bullying econômico”, a China convocou uma reunião extraordinária no Conselho de Segurança da ONU, buscando apoio internacional para discutir os impactos dessas tarifas não apenas sobre seu próprio país, mas sobre toda a economia global.
Impactos internos nos EUA
O movimento tarifário também preocupa autoridades econômicas americanas.
Durante evento no Economic Club de Chicago, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, alertou que tarifas mais altas podem dificultar o controle da inflação e colocar em risco o fortalecimento do mercado de trabalho — dois pilares da política monetária atual.
Consumidores correm para estocar produtos da SHEIN
A crise também bateu diretamente no bolso do consumidor.
Com a perspectiva de aumento nos preços, consumidores americanos estão estocando produtos da SHEIN, varejista chinesa de moda com forte presença nos Estados Unidos, segundo apuração do The New York Times.
O objetivo é claro: garantir preços mais baixos antes que as novas tarifas entrem em vigor e impactem os valores finais.
A guerra comercial entra em novo estágio
O anúncio da tarifa de 245% representa um dos capítulos mais agressivos da guerra comercial entre EUA e China nos últimos anos.
Com a disputa agora envolvendo a ONU e ameaçando a estabilidade de mercados globais, especialistas alertam que estamos diante de uma reconfiguração profunda do comércio internacional.
Empresas, consumidores e governos precisarão se adaptar rapidamente a essa nova realidade.
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